Viajante Solitaria

Mulheres que Viajam Sozinhas

Categoria: Desenvolvimento Pessoal

Medo de Viajar Sozinha

Medo de Viajar Sozinha?

O medo de viajar sozinha não é um medo diferente de qualquer outro que sentimos nessa vida. Porque antes de sermos pessoas, seres humanos, somos animais e como animais nossos instintos de sobrevivência falam mais alto.

O medo nada mais é do que um estado ocasionado pela consciência do perigo. Toda vez que nos sentimos ameaçados por qualquer coisa nosso corpo reage de forma imediata e nos deparamos instantaneamente com aquelas conhecidas sensações de ansiedade e alerta. Isso nada mais é do que o instinto da sobrevivência prevalecendo, um estado de alerta que força a mente e o corpo a se protegerem contra uma ameaça iminente.

Nós, como seres humanos que somos, diferentemente dos animais pensamos, ou seja, racionalizamos o medo. E para nos proteger do perigo além de estarmos naturalmente, instintivamente alertas, inventamos a prevenção. A prevenção nada mais é do que uma maneira de nos anteciparmos aos acontecimentos, às situações de perigo para que, antes mesmo delas ocorrerem, tenhamos a sensação de estarmos protegidos delas. Animais irracionais não fazem isso. Animais irracionais lidam com o perigo iminente. Já seres humanos, ao racionalizarem o medo podem criar muitas fantasias.

Prevenção do perigo e as fantasias

Ao lidar com a prevenção nós precisamos primeiro ou testar determinadas situações e comprovar o perigo, ou supor o que pode acontecer. É exatamente ao supor as situações, imaginar o que pode ou não acontecer, que fantasiamos as situações de perigo para então, criar maneiras de nos proteger delas ou nos prevenir para que elas nunca aconteçam. Em verdade, na esmagadora maioria das vezes, o medo racionalizado, esse que já ultrapassou nossos instintos, o medo que nos faz querer nos proteger do perigo a qualquer custo, o medo gerado pelas fantasias que criamos, é o medo mais nocivo e paralisante.

Obviamente que a prevenção nos dá uma chance maior de sobrevivência do que aos animais irracionais. Não é à toa que os seres humanos são dominantes no mundo. Porém, levar isso ao extremo pode resultar na perda de experiências de vida únicas, além da ignorância quanto a sensações e descobertas incríveis.

Como lidar com o medo originado pelas fantasias e a necessidade de se prevenir delas?

Fantasias são construções da nossa imaginação. E nossa imaginação é uma exímia criadora de realidades. A mente muitas vezes terá grande dificuldade em dividir o que é realidade e o que é fantasia, porque insistimos em alimentar nossas fantasias mesmo quando nunca vivemos nada parecido. Insistimos transformar suposições em realidade, fantasiando assim situações que não irão acontecer.

Como trabalhar isso?

Uma auto análise bastante crítica para tentar compreender de onde veem os nossos medos é a única maneira de conhece-los de fato para posteriormente vencê-los.

Onde foram geradas essas construções mentais que te impedem de ir adiante? Essa pergunta eu diria que seria útil para várias situações da vida e não somente para construir sua decisão em viajar sozinha. Mas pensando especificamente na viagem solo, eu diria que duas perguntas a se fazer são indispensáveis. Então vamos a elas.

As perguntas que você precisa se fazer

Identifique antes de qualquer coisa qual é o seu medo maior. Se pergunte: o que me impede de viajar sozinha?

A partir daí, da pergunta, e da formulação da resposta você estará se conhecendo e entendendo melhor qual a realidade que você inventou sobre o assunto, ou seja, as fantasias que você criou. Por exemplo. Muitas mulheres respondem que tem medo de viajar sozinhas porque acreditam que não ficarão bem com a própria companhia. É de extrema importância então compreender porque você acredita que não ficará bem consigo mesma. O que de tão terrível você enxerga em si mesma que poderia ser tão insuportável de lidar? Seja lá o que for que você imagina sobre si mesma, será mesmo real? Seja lá o que for que você saiba sobre si mesma, será que é mesmo algo tão aterrorizante que te paralise de maneira a não te permitir realizar seu desejo de cair no mundo?

A segunda pergunta e não menos importante: o que me impede de viajar sozinha é mais importante que a minha vontade de cair no mundo?  

Se sua resposta a essa pergunta for sim, seria interessante repensar suas escolhas de vida, buscar ajuda talvez, para conseguir superar seus medos. Mas se você responder não a esta pergunta eu diria que você deve começar já a preparar as suas malas. Porque se a resposta for não, significa que você mesma já sabe que nada pode ser mais importante do que seu sonho em cair no mundo. E daí para vencer seus medos é um passo. Porque a forma mais efetiva para vencer medos e desconstruir fantasias paralisantes é encarando as coisas de frente. Você certamente vai descobrir que a grande maioria das coisas que você imaginou que seriam um problema, não o são de fato. É sempre assim, acredite! Não sou apenas eu que digo isso. Na verdade, até hoje eu não conheci uma mulher que tenha se arrependido de fazer a primeira viagem sozinha por ter confirmado todos os seus medos. Sério! Se esta mulher existe, eu ainda não a conheci.

Por Luciane Leal

A mulher viajante é livre

A mulher viajante é livre

A mulher viajante é livre.  Mas essa liberdade só acontece depois de muito desprendimento. Principalmente quando o assunto é a opinião dos outros. Desprender-se da opinião dos outros é um exercício que começa no dia a dia, ao lidar com as situações do cotidiano mesmo… muito antes de se pensar em viajar.

A mulher foi sempre acostumada a escutar muito sobre uma suposta fragilidade e doçura. Crescemos ouvindo que a mulher deve ser doce. E acabamos logo associando a fragilidade à doçura ou vice versa. A mulher pode ser doce, o que não necessariamente quer dizer que ela seja frágil. 

É claro que esta ideia de fragilidade é um processo inconsciente. Por mais que nos consideremos bem resolvidas, antenadas e modernas, nossas decisões em sociedade ainda são muito pautadas pelo o que os outros vão pensar.  Ao menos para a grande maioria das mulheres  ainda é assim, mesmo quando mais velhas. Sem perceber, quando se dão conta, estão levando em consideração os modelos de comportamento “aceitáveis”.

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Estar sozinha é mesmo um atestado de solidão?

Só para dar um exemplo do que ainda acontece. Eu sempre gostei muito de me sentar sozinha para beber e comer em um barzinho. Sempre fiz isso, e nunca tive nenhuma intensão em ir a um bar sozinha para paquerar, por exemplo. Nada contra obviamente, mas pra mim sempre foi muito difícil associar o passeio noturno ou a “balada” com a possibilidade de dali sair um relacionamento com alguém. Então definitivamente, essa nunca foi minha intensão. Mas a grande maioria acaba pensando assim quando vê uma mulher sozinha na noite, não é mesmo? Um pensamento dentro da caixa.

A mulher viajante é livre

Piazza Navona. Roma. Jantando sozinha. E daí?

Me recordo como algumas pessoas me olhavam e olham até hoje. Principalmente agora, após os 40. A pena é uma das feições mais divertidas de se ver (hoje me divirto, mas já me irritei muito com isso). Uma mulher aos 40 sozinha na noite é prato cheio para os estigmas que fofoqueiros ou quem se preocupa muito com a vida do outro adora. “Coitada. A coroa solitária procurando companhia”. Sério! As pessoas olham com pena, supondo solidão e infelicidade certa, e sem nenhum elemento concreto de fato para deduzir isso.

Outras pessoas simplesmente se apegam aos julgamentos morais simplórios e implacáveis do tipo “que feio uma mulher sentada sozinha em um bar”. É inacreditável que isso ainda aconteça em pleno século XXI. Nossa sociedade ainda tem muita dificuldade em pensar fora da caixa.  

O fato é que como desde muito nova tenho uma necessidade de independência à flor da pele e um espírito que chega a adorar a liberdade, acabei sempre batendo de frente com esse tipo de modelo de comportamento. Chegava a ter a crença de que isso seria mesmo o meu grande desafio na vida. Mudar a cabeça das pessoas que pensam dentro do quadrado, principalmente quando o assunto é a liberdade da mulher.

A mulher viajante é livre e madura

Esse perfil quando eu era mais jovem foi muito bom para que eu conseguisse perder o medo de encarar uma viagem sozinha. A ideia do desafio, a necessidade de provar para todo mundo que uma mulher pode fazer o que bem entender foi o que me levou à minha primeira viagem solo para a Inglaterra e França, aos 20 anos. Depois disso, não parei mais.

A mulher viajante é livre

Museu do Louvre. Paris. França

É claro que hoje, com 41 anos de idade, não faz a menor diferença na minha vida provar nada para ninguém. Essa necessidade ficou lá atrás, no início da fase adulta. Foi muito importante para me tornar quem sou hoje. Faz parte do processo de aprendizado e amadurecimento. E não tenho nenhuma vergonha em dizer isso. Mas ficou pra trás. O que me interessa hoje, em qualquer coisa que decida fazer na minha vida é a experiência. E não há nada mais estimulante e enriquecedor do que a experiência que advém de uma viagem solo. 

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Mônaco

E-book Como Planejar uma Viagem sozinha

 

Monte Saleve. Genebra. Suíça

Monte Saleve. Genebra. Suíça

Planejar uma viagem pode parecer uma coisa muito chata para algumas pessoas ou simplesmente ser considerado só mais uma parte do processo, sem grandes satisfações. Para outras, no entanto, planejar uma viagem é começar a viajar.

Quando você escolhe para onde gostaria de ir, começa a destrinchar um mundo imaginário dentro de você que desperta a curiosidade e a criatividade. É quase como ler um livro. A diferença é que quando escolhemos um local e criamos um roteiro da viagem, o processo de transitar entre uma ideia e a sua forma termina na realização daquilo que imaginamos.

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Porque construir um roteiro de viagem?

Construir um roteiro de viagem é uma excitante maneira de compor e construir realidades. Porque você imagina como será o local que quer visitar, e após sair em busca das maneiras para conhecer aquele universo, descobre que em muito do que pensou há mais realidade do que jamais poderia imagina. É estimulante! Te transforma em um desbravador da noite para o dia, ainda no momento em que está definido seus roteiros.

Como Planejar uma Viagem Sozinha?

Deixo para vocês um e-book com dicas valiosas para construir a sua viagem independente. Para que você consiga preparar sua viagem passo a passo, sem surpresas desagradáveis e minimamente planejada.

É um prazer poder dividir experiências com vocês.

Quero meu e-book.

Viajante Solo: 20 anos de histórias. Por que contar?

Viajante Solo: uma necessidade

Somente agora, aos meus 40 anos, decidi que gostaria de dividir as minhas histórias de viagens com pessoas desconhecidas, com outros olhares e interesses, diferentes daquelas com quem já estou acostumada. Longe de não querer mais compartilhar essa paixão de cair no mundo com os meus. Mas trata-se somente de uma necessidade antiga e agora urgente de mostrar, principalmente às mulheres, o quanto se aventurar um pouco deixando de lado o medo, pode fazer um bem enorme à alma e ser profundamente enriquecedor.

Viajar sozinha é tão ou mais interessante e divertido do que viajar acompanhada. E hoje, com a internet, não há nem mesmo como dizer que será chato não ter com quem compartilhar os momentos incríveis de uma viagem. Hoje você fala com quem quer, a hora que quer, de qualquer lugar do planeta, e na maioria das vezes, por um custo muito pequeno.

Viajante Solo

Monte Carlo. Mônaco

Viajante Solo: um estilo de vida

Desde a minha primeira viagem internacional, aos 20 anos de idade, que procuro entender porque tanta gente, principalmente mulheres, têm tanto medo de cair no mundo sozinhas. Eu sempre fiquei impressionada em como se opta em disseminar tantos contras, ao invés de se empenhar em buscar e falar das vantagens da viagem solo, e assim estimular outras mentes curiosas e aventureiras.

Viajante Solo

No Topo do Mundo. Mauna Kea, Havaí.

O meu objetivo com esse site é justamente desmistificar essa ideia de que ser uma viajante solo deve ser muito chato, e mais ainda, que uma mulher viajar deve ser um grande perigo.

Quero compartilhar com vocês os lugares, as surpresas, as histórias e as visões de mundo construídas ao longo destes vinte anos e dividir, ao vivo quando for o caso, tudo o que acontece em uma viagem solo.

Ser uma viajante solo é para mim um estilo de vida. Eu decidi há muitos anos atrás que nunca deixaria de fazer nada que fosse importante pra mim por falta de companhia ou por opinião negativa. O resultado? Experiências enriquecedoras e ganhos para uma vida inteira: humildade, persistência, coragem, estimulo à vontade de aprender e descobrir coisas novas. Além de muita, muita história para contar.

Viajante Solo

No Parque Nacional da Terra do Fogo

Ir é Preciso

Ir é preciso.

É preciso se afastar, deixar de se sentir necessária.

Se jogar no mundo. Se largar de si e dos outros.

É preciso não ser, se perder. É essencial sair para descansar da mesmice.

Viajar é conhecer outras perspectivas de ser e aventurar-se em uma viagem solo traz ainda mais para engrandecer a alma. Desnuda os medos e permite que a vida exponha muitas possibilidades de vivências.

Obrigada por querer seguir comigo nessa jornada, atentos a uma existência mais leve e surpreendente.

Bem vindos

 

 

 

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