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Havaí

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Havaí. Sonho realizado aos 40.

“Vou realizar essa viagem tão logo quanto possa”. Essa frase foi proferida por volta dos 7 anos de idade, quando assistia ao saudoso seriado de tv americana “Ilha da Fantasia”. O “tão logo quanto possa” só veio aos 40 anos. Foi o presente de aniversário que me dei nessa data tão simbólica. Entrando nos tais dos “enta”, viveria o sonho da infância. Seria nostálgico, especial, inesquecível!

Tinha alguns desejos muito específicos em relação ao Havaí. Coisas que eu tinha que ver e fazer quando fosse lá: tocar a areia e mergulhar no mar de uma ilha do pacífico; ver ondas gigantes; chegar perto da lava de um vulcão ativo; visitar o mais alto observatório astronômico do planeta. A viagem da minha vida estava para ser planejada. E era perfeita!

Foram meses pesquisando e estudando os locais a serem visitados. Foram meses sonhando e já viajando. Eu costumo dizer que não tem nada de clichê no que falam tantos viajantes que constroem seus próprios roteiros. Todos os viajantes são unânimes em dizer que já viajamos enquanto estamos planejando a viagem. E é a mais pura verdade! Minha viagem ao Havaí já acontecia enquanto eu a construía.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Em Waikiki. Vista do Diamond Head ao fundo

Havaí: a escolha das Ilhas

O Havaí é o quinquagésimo estado americano. O arquipélago que possui 132 ilhas que se estendem por 2 450 km é o único estado americano já governado por uma monarquia. Inclusive o personagem principal da história do período monárquico no Hawaii é o polinésio Kamehameha. O rei aparece com bastante frequência em nomes dos estabelecimentos, hotéis, nas lembrancinhas que o visitante compra e nos turísticos luais havaianos. Aliás, os luais são uma interessante encenação que visa mesmo contar um pouquinho da história do estado.

De todo modo, apesar de rico em termos de história (quem nunca ouviu falar do ataque japonês à base de Pear Harbour na segunda guerra mundial?), o Havaí sempre me fascinou mesmo pela exuberante paisagem natural. E eu estava decidida em aproveitar ao máximo no meu roteiro qualquer atividade turística contemplativa e de imersão nos ambientes naturais das Ilhas.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Azul esverdeado do mar de Kailua

A ideia inicial era visitar ao menos 3 ilhas mas percebi que não teria como arcar com os custos altos. Não é que seja uma viagem caríssima, mas definitivamente, ir para o Havaí daqui do Brasil ao menos, não é barato. Mais pra frente vou falar um pouco sobre valores.

Exclusivamente por conta dos valores, infelizmente não pude incluir a terceira Ilha, que seria Mauí. Então preparei a viagem para Oahu e Big Island (Ilha do Havaí).

Oahu

Oahu já era parada obrigatória por ser a porta de entrada para o Havaí. E a cidade de Honolulu está lá. É simplesmente linda, tem um povo super acolhedor e alto astral (achei os havaianos bem mais simpáticos e calorosos que os demais americanos de outros estados). Além da cidade ser obviamente rodeada pelo mar e verde, duas coisas que eu amo.

Honolulu é um lugar com algumas peculiaridades. Não é em qualquer lugar do mundo que dá para você fotografar o mar e a deslumbrante cidade no entorno de cima de um vulcão. De cima do Diamond Head (um vulcão inativo que jaz majestoso à beira da costa) é possível fazer belíssimas fotos de parte da cidade de Honolulu além da famosa e agitada praia de Waikiki.

Havai. Descobrindo a Ilha de OahuVista a partir do Diamond Head

Mas calma, ainda não chegou a hora do entretenimento, da contemplação, das fotos! Afinal, o que queremos fazer depois de uma viagem com um total de 32 horas entre aviões e aeroportos é… descansar.

Será?

De fato, descansar é uma necessidade imperiosa. Mas e se a excitação for imensa, e se for a viagem da sua vida, e se for um sonho sendo realizado? Descansar? Nunca. Pra quê?

Inchaço no corpo inteiro, olheiras e sono. Mas quem disse que não iria fazer o registro, estivesse do jeito que estivesse, ao chegar onde eu mais queria estar para comemorar os meus 40 anos de idade? Fiz então a minha primeira foto após pisar na “Ilha da Fantasia”. E vou falar pra vocês. A emoção não cabia em mim.

Chegada em Honolulu

Após 32 horas, do Rio de Janeiro para Honolulu. Essa era minha cara de destruída

A cara de destruída depois das 32 horas para chegar em Honolulu a partir do Rio de Janeiro acho que simbolicamente representa as dificuldades às quais precisamos estar dispostos para realizar sonhos! Atravessar o pacífico depois de já ter feito muitas horas de voo desde o Rio para Miami e depois para Dallas, foi um verdadeiro suplício! Não acabava nunca. Era sempre dia! Uma loucura! Eu olhava para baixo era mar. Olhava para o relógio e a sensação era que o tempo voltava para trás. E de uma certa forma voltava mesmo. Faixas e faixas de fuso horário atravessadas.

Sugiro fortemente para quem for para o Havaí a partir do Brasil, fazer um stop over (aquelas escalas em que você aproveita o destino da parada) em alguma das cidades de escala possíveis nas muitas combinações de voos. A não ser que você esteja viajando com milhas como eu estava. Aí segura a onda do cansaço e da impaciência e pensa no monte de dinheiro que você economizou! Pronto! Tudo fica com uma cara bem melhor…

Chegada em Honolulu.

Comprei o Airport Express Shuttle, no aeroporto de Honolulu mesmo. É fácil de ver e contratar no desembarque mesmo. Nem me preocupei em reservar antes. Comprei a round trip (aeroporto-hotel-aeroporto), e tanto para ir para o hotel, como no dia da volta para o aeroporto, correu tudo muito bem. O serviço é rápido (bem, sem levar em conta o trânsito) e eficiente.

Todas as segundas, terças e quartas no Luana Waikiki tem um queijos e vinhos oferecido pelo hotel aos hóspede. Cheguei após o horário de término, já que o transito do aeroporto para o hotel estava terrível. Porém, dei uma subida no mezanino e quando falei que havia recém chegado, estava ainda com as malas e tudo, me ofereceram uma taça de vinho. Foi um welcome drink. E eu curti muito. Relaxei de cara.

Welcome drink no Luana Waikiki

Welcome drink no Luana Waikiki

Hilton Waikiki Fire Works.

Cheguei exatamente na sexta feira, e era a noite da famosa queima de fogos do Hotel Hilton Waikiki. Meu hotel ficava uns 500 metros de distancia do Hilton. O Hilton festa localizado na praia de Waikiki. O hotel que me hospedei logo atrás. Como os fogos eram um acontecimento (para os turistas) eu fui. Cansada, podre, mas fui. E como imaginava: nada demais gente. Mas eu como eu não ia conseguir fazer nada de diferente mesmo aquela noite…

Tocar o pacífico

No dia seguinte após uma longa noite de descanso acordei bem cedo e parti para uma caminhada pelo bairro e praia, para o meu tão sonhado banho de mar em Waikiki. Maravilhoso ver ao vivo e à cores aquela areia que sempre quis tanto pisar, tocando o mar do pacífico.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Tocando o pacífico

Este dia era o reservado para Pear Harbor, mas como tinha um dia a menos em Oahu, não podia deixar passar parte do dia em uma das praias mais famosas do mundo, que eu sempre tive desejo de conhecer. Mergulhei nas águas do pacífico, chorei muito e agradeci por estar ali.

Waikiki, Hotel e redondezas.

E por falar em Waikiki…

Após muita pesquisa para estar certa sobre o custo benefício da hospedagem escolhida, selecionei o Hotel Luana Waikiki . O Hotel tem um excelente atendimento, inclusive de concierge (que usei para reservar meus passeios na Big Island); um simpático queijos e vinhos que acontece no mezanino segundas, quartas e sextas, além de ser bastante limpo e bem localizado.

Com uma vista incrível da praia de Waikiki, fica no coração do bairro, próximo a absolutamente tudo. Atravessando a rua em frente ao hotel tem o The Coffee Bean and Tea Leaf onde dá pra tomar aquele café da manhã rápido se optar por não tomar no hotel (pago à parte), além de uma ABC Store, que quem costuma viajar para os EUA já conhece bem. É aquele tipo de loja de conveniência que dá uma salvada na gente quando precisa comer alguma coisa rápida e em conta: sanduíches, aquelas saladinhas prontas e etc.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Vista do Hotel Luana Waikiki.

No mais, ter uma loja de aluguel de carros praticamente do lado do hotel não é nada mal. Após atravessar a rua indo um pouco mais à esquerda já dá para alugar seu carro na Dollar Rent a Car. Mas aí vai uma dica importantíssima em relação a aluguel de carro no Hawaii.

Eu acreditando estar me preparando totalmente para qualquer imprevisto resolvi fazer a minha carteira de motorista internacional. Paguei mais um duda e fiz a famigerada. Saí pros EUA sem levar a CHN brasileira e pasmem. Não alugaram carro pra mim em Oahu pelo menos. Fui informada que o Hawaii é o único estado americano que não aceita a carteira de motorista internacional se você não tiver portando consigo a carteira de habilitação do seu país de origem. Mesmo eu tendo explicado que era impossível fazer uma carteira de habilitação internacional sem ter a nacional válida, ainda assim não me liberaram o aluguel do carro. Resultado: enrolou muuuuuuito a minha vida.

Visita à praias do leste da Ilha

Com um dia a menos em Oahu por conta de um cancelamento de voo no Brasil e agora sem a possibilidade de alugar carro, perdi infelizmente um tempo valioso para visitar algumas das praias consideradas as mais bonitas do mundo.  De todo modo, não poderia mesmo deixar de desfrutar de pelo menos as que mais queria ver: Kailua e Lanikai

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Vista ao fundo da praia de Lanikai.

Lanikai e Kailua

Sem carro, o jeito foi pegar o ônibus para as praias. Não houve dificuldade para tomar o ônibus certo e descer próximo à Kailua. O ônibus passa na frente do hotel, te deixa em uma estradinha bem tranquila e é só percorrer uma pequena distância de uns 300 metros até Kailua. Chegando a praia a impressão é de total deslumbre. Que lugar! Areia branquinha e mar de um azul esverdeado que não encontro palavra pra descrever com justiça a beleza. É preciso estar lá para contemplar e se encantar definitivamente. A água tem uma temperatura muito agradável e estive lá em um dia incrível de sol. A praia é bem familiar mesmo. Vi muitas famílias reunidas aproveitando o dia que era um final de semana. Bastante tranquilo e seguro. Em dezembro, um mar absolutamente calmo.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Kailua e seu mar esverdeado e límpido

Kailua

De indescritível beleza. Kailua

Seguindo na direção norte, a próxima praia é Lanikai. Esta praia já foi considerada uma das mais belas do planeta e eu estava determinada a conhecê-la. Fica à distancia de uma subida e alguns poucos metros da praia de Kailua.

Lanikai faz parte do condado de Kailua e é uma das regiões mais caras da ilha de Oahu. Caminhando pelo entorno alguns condomínios e casas de luxo podem ser vistos. É uma região tipicamente familiar, que a difere totalmente por exemplo, do North Shore dos surfistas. Se for um mochileiro, fique em Waikiki e passe o dia nas praias dessa região. É interessante lembrar sobre a dificuldade de se estacionar. As praias de Kailua apesar de públicas não são consideradas áreas de parque com toda infraestrutura para os visitantes, o que ocorre em outras praias da Ilha, como Hanauma Bay, por exemplo. Se quiser parar o carro em Lanikai ou Kailua, tem que ir cedo.

Lanikai

Lanikai

North Shore – Pipeline

E o que não dizer sobre o North Shore das ondas perfeitas e dos campeonatos mundiais de surf? Uma pena que sairia um dia antes do Bilabong, snif! Mas pelo menos pude ver a rapaziada treinando em Pipeline.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Assisitindo os surfistas se preparando. Pipeline um dia antes do Billabong

Muito ruim, mas muito ruim mesmo ir de ônibus. No dia do North Shore eu realmente me arrependi de não estar com a carteira de habilitação brasileira. Mais de 40 minutos esperando o transporte para o Northe Shore (era um final de semana) e depois mais duas horas para chegar lá. Deu tempo somente de conhecer Pipeline no dia, até porque era um dia antes do Bilabong e eu não perderia por nada dar uma mirada nos maiores surfistas do mundo ensaiando suas apresentações nos tubos mais incríveis e perfeitos do Hawaii. Curti a praia, e ainda comi um pastel brasileiríssimo no food truck da movimentadíssima Kamehameha Hwy.

E por falar em movimento. A volta foi um suplício. E eu voltei cedo, ok? Demora de novo para o ônibus de retorno à Honolulu, muito transito mesmo na chegada. Gente! Numa boa! É pra não dar mole com carteira de motorista. Ressalto. Tem que ser de carro. Perde-se muito tempo com transporte público, infelizmente.

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Próxima parada: Big Island

A outra ilha que não teria como ficar de fora era a Big Island por conta dos observatórios astronômicos no topo do Mauna Kea e do vulcão ativo Kilauea. Queria fazer absolutamente tudo que fosse relacionado à lava e vulcão. Não deu pra fazer. E por isso terei que voltar (que chato)! Mas já deu pra fazer muita coisa: o voo de helicóptero aberto sobre o Kilauea por exemplo, foi uma experiência única. Mas calma. Tem um post só para falar desta experiência.

Havaí

Do topo do mundo. Observatórios astronômicos no Mauna Kea, Ilha do Havaí.

Leia mais…

Havaí. Do mar às estrelas. Conhecendo o Mauna Kea

Voo de helicóptero sobre o vulcão Kilauea no Havaí

Sozinha no Hawaii

 

Havaí

Havaí: Do mar às estrelas. Conhecendo o Mauna Kea

Gostaria que vocês observassem essa imagem. Não parece a superfície de Marte? Bom. Ao menos pelas filmes que já assisti sobre o planeta vermelho… Mas onde eu estava de verdade era no Havaí, em um passeio rupo ao topo de uma altíssima montanha, para de acima das nuvens realizar outro sonho: ver o mesmo por do sol e o mesmo céu estrelado que os astrônomos dos observatórios que pesquisam nosso universo podiam ver. O céu do topo Mauna Kea. Era o único lugar onde uma amante de astronomia poderia querer estar. Me sentia em casa.

Sozinha no Hawaii

Chegando ao Mauna Kea Summit.

Mauna Kea. O topo do mundo.

O Mauna Kea é a montanha de um vulcão extinto, na Ilha Havaí (Big Island.). É o ponto mais alto de todo o arquipélago. E se a gente levar em consideração a medição desde a base até o pico, fica mais alto que o Evereste. Ele tem quase 6000 metros submersos, abaixo da superfície, e 4267 metros acima.

O Mauna Kea é o único lugar do mundo onde você sai do nível do mar e chega, no topo, em somente duas horas. A altitude lá em cima é de 14000 pés (ou seja, 4267 metros). Então há uma forte recomendação quanto à necessidade de parar no centro de visitantes (que está a aproximadamente 9400 pés) para adequação à baixa pressão atmosférica que é normal em altitudes elevadas e pode causar desconforto e o famoso mal de altitude. E eu asseguro a vocês, gente. 40% a menos de oxigênio dá um baita impacto no organismo da gente. E você sente a diferença da altitude elevada no seu organismo, pode ter certeza. Já já vou contar como foi comigo. Mas primeiro, que tal falar dessa aventura desde o início?

Comprando o passeio à montanha

Deixa eu começar falando sobre o processo de compra desse inesquecível passeio. A reserva para o passeio foi feita pela internet, sem intermediários, ainda daqui do Brasil.

Foi bem fácil. Já tinha muita informação sobre o Mauna Kea a partir de leituras de astronomia (que curto muito) e para a viagem fiz uma grande pesquisa para estar segura de como é na prática visitar um lugar como aquele. Após fazer toda a leitura pertinente ao assunto, descobri o site ifa.hawaii.edu, que informa tudo sobre o passeio à montanha.

Após reservados os hotéis e voos, o passeio ao Mauna Kea Summit foi a primeira coisa acertada no Havaí. Preenchi o formulário no site solicitando a reserva e no máximo um dia depois recebi um email em resposta, explicando como é o processo de compra, tudo que está incluso e pedindo os dados do cartão de crédito para pagamento. Foi fácil, rápido e achei o processo todo muito confiável e seguro. Obviamente já tinha feito a pesquisa sobre o passeio nos reviews do tripadvisor.

Tudo certo. Era só aguentar a ansiedade. E como estava ansiosa!

Mauna Kea Summit

Agora voltando ao Havaí. Na manhã seguinte da chegada em Kona já era o dia do passeio. E eu não parava de pensar em desmaio, rs. Apesar de saber que iria me emocionar, o desmaio que pensava não seria causado pela emoção. Mas não saía da minha cabeça o que já sabia sobre mal do ar (já fui comissária de bordo afinal) e tudo o que tinha lido sobre a altitude especificamente neste passeio.

O topo do Mundo

O topo do Mundo

O que é o mal da altitude?

Quem tem costume em viajar para a América do Sul com certeza já ouviu ou leu sobre soroche. Soroche é uma palavra espânica e significa mal da altitude ou mal da montanha. É muito comum ouvir o termo quando estamos falando de viagens à Bolívia ou Peru, por exemplo.

Mais de  90 % dos turistas têm ou já tiveram problemas com elevadas altitudes (acima de 2800 metros). E muitos deles não tiveram qualquer informação sobre o assunto.

A drástica redução da pressão atmosférica típica de altitudes elevadas pode causar uma baixa expressiva de oxigenação o que faz muito mal para algumas pessoas podendo resultar em tonturas, vômitos, fadiga intensa, falta de ar e até desmaios.

Estes sintomas já podem ser identificados de forma mais amena em altitudes de pouco mais de 2800 metros. Imaginem então em uma montanha com altitude de 4270 metros?

Não recomendado fazer o passeio sozinha.

Como então dirigir sozinha para o alto daquela montanha? Minha saúde estava ok. Mas ainda assim, não seria prudente. É o tipo de passeio que precisa gente qualificada e experiente para acompanhar. (Há cilindros de oxigênio no micro ônibus para caso alguém se sinta mal).

Então insisto em repetir. Não recomendo a subida sozinha. Até tem quem suba, mas é um pessoal já acostumado com elevadas altitudes. Eu sabia, depois de tudo que li sobre a montanha e os observatórios, que subir o Mauna Kea sozinha, alugando um carro por exemplo, seria perigoso. Mais pra frente conto como me senti.

Observatórios Astronômicos

Observatórios Astronômicos

Encontro e partida para o Summit?

São dois pontos de encontro onde o micro ônibus pega os turistas para levar à montanha. Meu ponto de encontro foi muito próximo ao meu Hotel (Marriot King Kamehameha).

Achei tudo muito organizado desde a partida até o retorno. Somente uma coisa não me deixou muito satisfeita. Com exceção do momento das informações do passeio e instruções de segurança, em todo o restante do trajeto foi difícil entender o inglês falado. O microfone não parecia ajudar, mas a pessoa também não parecia muito interessada em falar de forma mais clara para os 3 turistas de fora dos EUA que estavam no ônibus. Isso foi ruim porque muita informação do guiamento acabou se perdendo. Uma pena!

A montanha vermelha e seus efeitos

Enquanto subimos a imagem que vemos lá fora lembra muito o planeta vermelho (ao menos a ideia que temos de Marte dos filmes e fotos). Como fui no verão, era possível apreciar a cor vermelha da terra em volta, o que não seria possível de ver se fosse no inverno. A montanha fica coberta de neve no inverno e é uma época do ano onde proíbem a subida de carros que não sejam 4×4.

Depois que começamos a subir leva uns 20 minutos aproximadamente para chegar até o centro de visitantes, parada obrigatória. É onde nosso corpo já começa a se adaptar à altitude. Na hora que desci do ônibus dei uma leve cambaleada, mas nada demais. Nos servem um almoço que escolhemos a opção já no ato da confirmação de compra do passeio.

Centro de Visitantes.

Centro de Visitantes.

Até aí. Tudo tranquilo. E o visual lá fora é a única coisa que prende a nossa atenção. Já no centro de visitantes começamos a desfrutar de uma vista deslumbrante lá fora. Já dá pra notar a diferença no contraste entre as cores no entorno, por exemplo. Estávamos subindo para um dos céus mais límpidos do planeta. O que se vê lá de cima, é indescritível.

Uma pequena parada em um mirante entre o centro de visitantes e o topo da montanha já me fez marejar os olhos. Na chegada lá em cima, chorei de vez. É simplesmente maravilhoso!

O Topo do Mundo

O Topo do Mundo

Sem fôlego duas vezes

Além de ter muito vento lá em cima, e ser muito frio mesmo, a sensação de esgotamento que sentimos já ao levantar do acento do ônibus é enorme. A respiração fica realmente muito difícil nessa altitude, ficamos ofegantes, e dar alguns pequenos passos já é motivo de extremo cansaço.

Para vocês terem uma ideia. Em um pequeno trajeto do micro ônibus até o banheiro senti como se fosse um dos maiores esforços da minha vida. É sério gente. Eu não estou exagerando. Quando o guia do passeio me disse que o banheiro era “ali em baixo” eu gelei e quase desisti (rs). Era só uma descidinha, mas com tudo que eu estava sentindo de cansaço ao querer andar alguns passos somente, ficava imaginando se seria possível subir na volta.

No final, eu fui no banheiro. Mas de fato, a volta foi bem difícil. Subi sem perder todo o ar dos meus pulmões por que fiz isso bem devagar, mas devagar mesmo! É impressionante como ficamos mais lentos e esgotados! De todo o modo, até o desconforto é parte da experiência. É como se levássemos o nosso corpo ao limite. Adorei… rs.

São poucos minutos lá cima, obviamente porque o ambiente não é propício para pessoas não preparadas para estarem ali. Fiquei imaginando os cientistas que trabalham e dormem nas imediações do centro de visitantes, em acomodações vinculadas aos observatórios. Não deve ser fácil trabalhar nessas condições.  

De todo modo, para quem visita é a mais pura contemplação das maravilhas da natureza. O céu inacreditavelmente limpo. E o por do sol é um dos mais belos que eu já pude presenciar. Mesmo com todo o incômodo da dificuldade de respiração, vale cada minuto!

O por do sol no topo do mundo.

O por do sol no topo do mundo.

O céu mais incrível que já vi está no Havaí.

O por do sol é um dos mais incríveis que já vi na vida. A essa altitude o céu fica espetacular. É mais seco e consequentemente mais límpido. Isso deixa a visibilidade absolutamente perfeita para a observação astronômica. Não é à toa que os maiores observatórios de astronomia estão lá, no Havaí,  mais precisamente, no Mauna Kea.

Na descida a gente para de novo no centro de visitantes. É hora de fazer uma observação nos telescópios e ter uma pequena aula de identificação do céu. E eu vou dizer para vocês. Nunca na vida vi um céu como aquele. Um manto de estrelas, gente! Eu não sei se um dia vou conseguir explicar a sensação de estar alí. Não pude fotografar porque não estava com câmera adequada e nem tinha conhecimento das técnicas necessárias para fazer esse tipo de foto. Aí não teve jeito. Saí de lá com a promessa de que voltaria. 

Se quiser saber mais sobre o Hawaii veja os outros posts que preparei sobre este lugar incrível.

Ainda na Big Island fiz um passeio inesquecível de Helicóptero aberto sobre o vulcão Kilauea. Isso mesmo. Helicóptero aberto.

Leia mais

Voo de helicóptero sobre o vulcão Kilauea no Havaí

Havaí. Descobrindo a Ilha de Oahu

Sozinha no Hawaii

 

 

O belíssimo patrimônio Cultural da Cidade do Rio de Janeiro representado nas Igrejas barrocas do período colonial e no império

Visite o Centro histórico do Rio de Janeiro

Visite o Centro Histórico do Rio de Janeiro: História e Cultura

Quando estiver no Rio de Janeiro não deixe de visitar o centro histórico da Cidade Maravilhosa. Em uma manhã apenas é possível conhecer as belas Igrejas barrocas do período do primeiro reinado além de monumentos, Paço Imperial e a Praça XV

A exuberante Igreja do Carmo, Antiga Sé, é uma expressão da arte barroca e rococó do séc. XVIII. Imperdível.

Visite o Centro Histórico do Rio de Janeiro

Antiga Sé. Igreja Ns do Carmo. Representando com grandeza o barroco colonial e o rococó

Na mesma região, atravessando a rua, a Igreja Santa Cruz dos Militares, ainda na Rua 1° de Março.

Visite o Centro Histórico do Rio de Janeiro

Órgão da Igreja de Santa Cruz dos Militares.

Paço Imperial, este último na praça XV.  História, arte e fotografia em um roteiro para se encantar

Paço Imperial

Paço Imperial.

 

Bahia de Guanabara ao fundo

Competição de Vela Rio 2016

A Competição de Vela Rio 2016 em um dia emocionante.

Bahia de Guanabara

Na bahia oceânica da Guanabara, um dos cenários mais belos da cidade do Rio de Janeiro, junto ao Parque do Flamengo, Martine Grael e Kahena Kunze presenteiam os brasileiros com o ouro olímpico na categoria 49 er FX, uma das mais técnicas e velozes da competição de vela.

Competição de Vela Rio 2016

Final Ouro Olimpico vela feminino

O tempo fechou um pouco antes da chegada das meninas. Nem por isso é o cenário estava menos encantador e o local menos agradável. A areia da praia do flamengo, mesmo fora do perímetro fechado, estava lotada de gente feliz. Que energia maravilhosa. Obrigada Martine e Kahena.

Competição de vela Rio 2016

Final Ouro Olimpico vela feminino

Competição de Vela Rio 2016

Uma das localizações mais espetaculares da Cidade Maravilhosa

 

Voo de Helicóptero Sobre o Vulcão Kilauea no Havaí

Voo de Helicóptero Sobre o Vulcão Kilauea no Havaí

O voo de helicóptero sobre o Vulcão Kilauea no Havaí, mais precisamente na Big Island (ou Ilha do Havaí) foi uma das maiores emoções de minha vida.

Voo de Helicóptero Sobre o Vulcão Kilauea no Havaí

Foto tirada do Helicóptero sobrevoando o vulcão Kilauea.

Onde Comprar o Passeio

Comprei o passeio pela “bagatela” de $ 280 dolares. Sim, é caro. Mas às vezes não há como fugir de pagar um pouco mais para ter algumas memórias inesquecíveis. Fazer um voo de helicóptero sobre o vulcão Kilauea no Havaí, já era um sonho antigo. Voar em helicóptero aberto então foi uma sensação indescritível. Apesar do frio lá de cima, a impressão que você tem é que vai sentir o calor do vulcão de tão perto que está. E quando o Helicóptero faz a curva, parece mesmo que vamos cair sobre o vulcão.

Cratera do Vulcão Kilauea

Cratera do Vulcão Kilauea

Comprei o passeio com a Paradise Helicopters em Hilo. Na verdade não fiz nenhuma pesquisa de preços para este passeio. Comprei ainda em Honolulu, com o concierge do hotel que me hospedei.  Creio que não haja dificuldade em reservar diretamente com a empresa. Deve inclusive sair mais barato. Há também uma outra empresa – fica uma do lado desta – que faz o voo tanto no helicóptero aberto quanto no fechado. É a Safari Helicopters. Como fechei tudo no hotel, nem cheguei a ver o preço do passeio nesta outra empresa. Mas indico a vocês que verifiquem o preço nas duas. Elas estão na área de desembarque do Aeroporto de Hilo. É possível contratar lá na hora mesmo.

Voo de Helicóptero Sobre o Vulcão Kilauea no Havaí

Helicóptero aberto no qual fiz o voo sobre o Kilauea.

Helicóptero Aberto

Escolhi o helicóptero aberto em razão de estar buscando um pouquinho mais de aventura mesmo. É muito emocionante sobrevoar o vulcão e sentir o calor dos gazes, o vento batendo na cara… Dá até um medinho saudável. Uma aventura para nunca mais esquecer!

Voo de Helicóptero Sobre o Vulcão Kilauea no Havaí

Foto após o passeio.

Se optar pelo helicóptero aberto tenha em mente que precisa estar bem agasalhada por que é realmente frio lá em cima. Não é permitido subir com bolsa então o ideal é ter uma capa daquelas de plástico para o celular ficar pendurado ao pescoço (eles vendem lá por $15 dólares. Caríssimo). Além é claro, não esquecer de levar sua câmera fotográfica.

Nada pode ficar solto na mão pelo risco de cair. E cairia mesmo! Mesmo com tudo pendurado no pescoço, a primeira reação que temos quando o helicóptero faz a curva é de nos segurarmos no que vemos pela frente. É claro que estamos completamente presas pelo sinto de segurança. Mas não adianta. É instintivo! Imagine se estivesse segurando alguma coisa nessa hora? Bye bye câmera.

Fiz um vídeo simples só para vocês terem uma ideia do que vi por lá.

Dá uma olhada aqui.

Se quiser saber mais sobre o Hawaii veja os outros posts que preparei sobre este lugar incrível.

Ainda na Big Island fiz um passeio inesquecível no Mauna Kea, outro vulcão do Hawaii. Só que este inativo. Leia mais no post Havaí. Do mar às Estrelas.

 

 

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